11 de jun de 2011

...

Hoje vou tratar de algo que me intrigou.

Ouvi uma "música", intitulada  4'33'', possuíndo apenas facets (notação usada por instrumentistas para denominar "o não tocar"), composta por John Cage em 1952 enquanto pesquisava para fazer o post Avant-Garde, e esta me despertou para uma coisas da qual nós não estamos mais familiarizados.

o silêncio, a solitude, o nada produzindo o zunido em nossos ouvidos...

Há tempos quem mora nas grande cidades de todo o mundo, não consegue se livrar de qualquer ruído que seja. Carros, pessoas, Ipods, rádios de pilha... Independente da fonte, o ruído está lá, o que as vezes pode prejudicar não apenas nossa saúde auditíva como também atrapalhar nossos próprios pensamentos (Nem sempre estes são atrapalhados por aqueles, algumas vezes estes são até impulsionados por aqueles...)

Então hoje queria propor um desafio, aos que lêem o blog...

Tente após esta leitura ver quanto tempo você consegue ficar quieto, sem fazer barulho (salvo os necessários, como os da respiração, e aleatoriedades como cachorros nas ruas...) Veja pra onde os seus pensamentos caminham, vejam de que barulho você sentiu falta...

E eu dúvido que você consiga durar os 4'33''. Efim essa é a proposta.

A música está em tudo, em todo o universo...

                                                                            ...só nos falta dar tempo ouvi-la.

#Ouvindo (ou não) John Cage - 4'33''

6 de jun de 2011

Ouvi e Recomendo #2 Kiss It Up!

Todo mundo já ouviu falar no Kiss, gostem ou não já ouviram falar...



Kiss (ou KISS) é uma banda de hard rock dos Estados Unidos, formada em Nova York em 1973. Conhecida mundialmente por suas maquiagens, e por seus concertos muito elaborados que incluem guitarras esfumaçantes, cuspir fogo e sangue, pirotecnias e muito mais.


O Kiss foi um dos maiores impactos culturais da década de 1970, por suas roupas e maquiagens, que marcaram a história da música. Seus fundadores, Gene Simmons (baixo e vocal) e Paul Stanley (guitarra rítmica e vocal), encotraram Ace Frehley (guitarra solo e vocal) e Peter Criss (bateria e vocal), seus companheiros de banda em anuncios feitos no jornal e revistas (a saber, na Rolling Stone...)

Para definir o figurino da banda, mesclaram elementos de super-heróis em quadrinhos com personagens do teatro japonês. Usando botas com saltos enormes que davam um ar de super heróis titânicos ao grupo e se tornariam então: "The Starchild" (Paul Stanley), "The Demon" (Gene Simmons), "Space Man" (Ace Frehley) e "The Catman" (Peter Criss). Estes foram definidos por personalidades e gostos pessoais...


E como tudo na vida muda, o Kiss também mudou... (até hoje seus maiores fãs não sabem se pra melhor ou pior...) Eles deixam o Hard Rock um pouco de lado e começam as experimentações com a música disco, tornando seus albuns mais pop. Na maioria das bandas de rock, temos as bebidas e as drogas... Bem no Kiss não foi diferente... Peter Criss começou a ter problemas com essas substâncias (tinha que ser o baterista... xD) e acabou sendo "retirado" da banda, dando lugar a Eric Carr. E essa fase de declínio foi encerrada com um dos álbuns mais controversos da banda o "Music from the Elder", que foi um álbum conceitual cuja base é a história de um menino que deve enfrentar as forças do mal.

Apos esta fase dita conturbada do Kiss, eles resurgem com o albúm Creatures of the night, albúm este que não teve a participação de Ace Frehley que também teve problemas com drogas e um acidente...


Em 1983 atráves de um grande golpe publicitário, decidiram fazer um show sem as maquiagens que são até hoje uma das marcas da banda.

Após isso os integrantes originais se reunem para fazer algumas turnes sendo uma delas de despedida a "Farewell Tour".


Mesmo assim após a turne decidem gravar um ultimo álbum ao vivo (disponível aqui no blog...) no qual tocam com a Orchestra Sinfônica de Melborn...

Atualmente seus integrantes mantêm contato, protagonizando diversos shows e acreditem ou não lançando cds...(solos e da própria banda)


Depois de ler tudo isso você não vai pegar nem um cd pra dar uma ouvida no trabalho deles?

Ai ai...


até a próxima...

Para baixar visite...
                                         Downloads de Coisa Nenhuma

#Ouvindo Kiss - Goin' Blind (Unpluged Version)

30 de mai de 2011

...Aviso...

Em parceria com o mantenedor do Blog Tecnologia de Coisa Nenhuma, já está em atividade o Downloads de Coisa Nenhuma.

Blog este que possibilita a "baixação" de qualquer um dos itens disponíveis que lá estejam...

São séries, Hq's, Mangás, Animes e eu, vosso humilde servo, estou a cuidar de tudo que diz respeito à música. Portanto, através deste aviso, convido-os e alerto-os que a partir de hoje estarei disponibilizando  através do supracitado DCN, os albúns das bandas que eu venha tratar aqui no blog...( para conferir, clique aqui)

Desde já grato pela atenção...

                                             ...Até a breve,muito breve...
                                                                                                ...Lucas G. Mitraud


#Ouvindo Axell Rudi Pell - Talk of the Guns

23 de mai de 2011

Avant!

Voltando a série sobre movimentos musicais, falarei sobre a vanguarda (não confundir com jovem guarda...)
Os movimentos de vanguarda são aqueles que, "guiam a cultura de seus tempos", estando de certa forma à frente deles. Muitos destes movimentos possuíam/possuem militantes, lança(va)m manifestos e acredita(va)m que a verdade encontra(va)-se com eles.

Vanguarda (deriva do francês avant-garde) em sentido literal faz referência ao batalhão militar que precede as tropas em ataque durante uma batalha. Daí deduz-se que vanguarda é aquilo que "está à frente". Desta forma, todo aquele que está à frente de algo e, portanto aquele que está à frente do seu tempo em uma atitude poderia se intitular como pertencente a uma vanguarda.

Pode-se dizer também que o movimento de vanguarda é àquele que pressiona os limites do status-quo, tentando de alguma forma romper ou expandir as barreiras do socialmente aceito.

Em termos musicais, a música de vanguarda é dita como aquela que agrupa as tendências da música erudita surgidas após a Segunda Guerra Mundial... Mas voltando para os nossos dias, pode se referir a qualquer obra que utilize técnicas de expressão inovadoras e radicalmente diferentes do que é tradicionalmente é feito, assumindo, logo, um caráter quase exclusivamente experimental.

O movimento, que inspira mudança, possui diversas vertentes e formas de composição, por isso tratarei de três apenas (para maiores informações:
clique aqui)

A mais conhecida e disseminada vertente do avant-garde é a música eletrônica, que é toda música criada ou modificada através do uso de equipamentos e instrumentos eletrônicos, tais como sintetizadores, gravadores digitais, computadores ou softwares de composição.

Kraftwerk - Trans-Europe Express (Os vôvôs da musica eletrônica...)

A música microtonal é chamada assim por conter em sua estrutura os chamados microtons, intervalos entre notas menores do que um meiotom (Um semitom é o menor intervalo mais utilizado no mundo ocidental, dividindo-o temos o meiotom e subdividindo o meiotom chegamos ao microtom). O microton é muito utilizado nas músicas orientais, e foi primeiramente encontrado em tabuletas de argila na Mesopotâmia.

Tolgahan Cogulu, um musicista árabe, mostrando sua invenção, o violão microtonal ajustável e explicando e utilizando os microtons. Nesta parte, que é a primeira de uma série, há uma explicação (em inglês, ou algo parecido...) sobre o que é o microtom. Os exemplos de músicas que utilizam essa técnica, são encontrados aos 3'55'', 5'50'', 7'34'', 9'58'' do mesmo vídeo.

Por último, temos a música minimalista, que acredito eu, tenha sido a base para o punk rock...

Este tipo de denominação musical, tem como característica a repetição de pequenos trechos, com pequenas variações através de grandes períodos de tempo e/ou estaticidade na forma de tons executados durante um longo tempo além de possuir ritmos quase hipnóticos.


Composição minimalista para piano
 
Acho que deu pra ver que escolhi as duas últimas por causa dos nomes bacanas e também pelo fato de que muita gente (incluo me nessa lista...) nunca ouviram falar nessas vertentes da música.

Para finalizar resalto que as variações de frenquências em um período são belas...
Não é a toa que isso é denominado 1º arte...

#Ouvindo Counting Crows - Goodnight Elisabeth

4 de mai de 2011

Herança...

Fugindo um pouco de tudo, quero falar de algo que me chama atenção já há um tempo (Muito tempo mesmo porque há muuuuuito tempo que não escrevo...)
A falta de Respeito
Hoje em dia é de praxe que nós temos que respeitar as pessoas e suas opiniões, mas muitas vezes não percebemos que algumas das nossas atitudes, já tão enraizadas em nós, são tão preconceituosas como o preconceito explícito.
Apesar disso, mudando um pouco o contexto, contextualizo como foco ao respeito paterno/materno.
A geração "YZ" que está vindo tem uma grande tendência a ser impaciente por causa do contexto social em que estão inseridos, muitas vezes alegando que o que é mais velho deve ser descartado, dando seu lugar ao novo, não aproveitando com isso a oportunidade de conhecer o antigo, velho ou como gosto de chamar clássico...

Um bom exemplo disso é desmerecer o que seus pais ouviam, ou o que seus irmãos mais velhos curtiam no tempo deles... Os jovens (de qualquer época...) sempre "avant-garde", criavam tendências e as viviam, independente da geração mais velha gostar ou não.
Ainda é assim nos dias de hoje...

É bem comum vermos pessoas coloridas, cabelos estranhos, roupas completamente pretas, piercings nos mais variados lugares (variados mesmo...) e alargadores monstruosos. A juventude sempre foi algo que chamava a atenção de todos, mas isso não é motivo para esquecer o que passou, e ouvir o que a "velha guarda" têm a dizer.

Um desses dias pude assistir com meu pai, (ele que me chamou pra ver...) um documentario sobre o Led Zeppelin e o guitarrista Jimmy Page, sobre a versatilidade, cultura e conceitos que ele cunhava por traz de suas composições. Na música épica do Led Zeppelin, Kashmir, foram gastos três anos em composição, pois os membros da banda estudaram os conceitos das músicas marroquina, indiana e do Oriente Médio, utilizando cítaras e outros instrumentos exóticos.

Led Zeppelin - Kashmir (Live)


Tive, neste mesmo dia a oportunidade de ver como a velha escola fazia suas músicas, mergulhei em uma viagem, nos momentos de saráu onde, Vinícius de Morais compunha e brincava ao redor de uma mesa, com gente que gostava daquilo, os verdadeiros bôemios que se reuniam apenas para apreciar boa música.

Enquanto hoje as pessoas montam bandas, sem saber para onde vão e principalmente sem saber de onde vêm...
Sendo músico sei que o simples fato de tocar é bom, e acabamos passando por cima de conceitos básicos de composição por causa disso. (acabando por criar algo não muito bom, que podia alcançar uma melhor qualidade.)

Enfim, digo-vos o que acho que deve ser dito...
Até a póxima...

#Ouvindo Poets of the Fall - Sorry Go 'Round

19 de abr de 2011

Vi e Recomendo #4

Depois de tanto tempo sem postar (afinal o ultimo post foi apenas um aquecimento...), resolvi mostrar a vocês algo que eu descobri recentemente.
Fiquei muito impressionado, achei a idéia fantástica e o fato de que é algo inusitado e que até o momento era desconhecida para mim.

Sempre pensei que a surdez fosse algo que impediria as pessoas de apreciar, compor e desfrutar das músicas (ignorância minha...) , porém vi que não é bem assim que acontece.

Existem pessoas e grupos que possuem problemas auditivos que são verdadeiros pioneiros ou desenvolvem um trabalho bem interessante em suas áreas. Vou citar 3 deles:

O primeiro é o projeto é o Corposinalizante, que surgiu com a criação do blog em 7 de novembro de 2008. A idéia era reunir um grupo de jovens artistas, educadores e pesquisadores surdos e ouvintes para realizar formação de jovens, reportagens, pesquisas, encontros com artistas e educadores, documentários, performances e intervenções urbanas.
O principal objetivo é quebrar as barreiras de comunicação da comunidade surda e também mostrar ao mundo que os surdos são tão capazes como os ouvintes. (Mais informações acesse o blog).

A segunda é uma balada pensada por surdos, para surdos, sem excluir os ouvintes. Organizada por Leonardo Cartilho, a balada que teve sua 3º edição em SP no dia 16/04/2011, têm como objetivo mostrar que a música é universal (coisa que já venho dizendo faz um bom tempo por aqui...) e arrecadar fundos para a construção de uma casa de show para este público em especial. O chão é feito de madeira para dar ainda mais vibração para a música.

Trecho da entrevista com Leo Cartilho

E por último e mais impressionante (obviamente sem desprezar ou tirar o valor dos anteriores...), por tratar de algo que realmente foi inédito no mundo musical...

O Finlandês Marko Vuoriheimo é um Rapper surdo conhecido por Signmark e descreve sua música como um rap engajado, que possui propósitos sociais. Nasceu em uma família de cantores e por isso desenvolveu o canto. Ele acredita que os surdos, não devem ser vistos como incapazes e sim como uma minoria que possui sua própria língua e cultura.
Começou em 2004 a compor suas próprias músicas, levando em conta os sinais para a comunicação com os surdos, além das linhas de baixo (instrumento ok?) que devem ser bem marcadas para que ele possa acompanhar a música e suas rimas encaixem no tempo da mesma.
Outra coisa importante são as expressões faciais que ele faz, para reforçar os sinais feitos com suas mãos.

Ele levou a música a um patamar mais ideal, onde uma minoria, antes excluída, pode desfrutá-la e até mesmo entende-la. As pessoas agora têm a oportunidade de sentir o que é cantado, com ele tanto surdos como ouvintes conseguem gostar e concordar com o que é dito.

Signmark - Spearkerbox

Finalizando o post deixo um trecho do refrão pra vocês...

"...Deixe sua alma ser uma caixa de som
Você tem a chave nas suas mãos
Se abra relaxa e faça o que você tem que fazer..."


#Ouvindo Arbol - Gente

11 de abr de 2011

Cover da Semana, recomendo...#2

Começo este post dizendo o qual impressionante o universo musical é. Tantas misturas e possibilidades dentro de um mesmo tema são incríveis e passíveis de admiração. Não é à toa que a música cativa as pessoas.

Enfim vamos ao cover...

Acredito que muitos (mesmo os que não gostam do estilo) já tenham ouvido falar de Depeche Mode, com suas músicas de aspecto sombrio. Uma das grandes bandas representantes da música eletrônica. A música que é considerada sua assinatura musical do grupo, já foi regravada por várias bandas como Breaking Benjamin, Keane, Tori Amos, Lacuna Coil, Nada Surf, Scala & Kolacny Brothers, Entwine, Failure, It Dies Today, Evergreen Terrace, Tanghetto, The Academy Is..., Cobra Starship, Anberlin, HIM, Matthew Good, Bell X1, Apoptygma Berzerk, e No Use for a Name.

Bem, variando entre neo tango, techno, metalcore, punk rock e etc... depois de ouvir todos esses (algumas boas versões e outras nem tanto...) cheguei a três principais covers dessa obra de arte do Depeche Mode:



Em primeiro a original...Afinal original é original, e serve também para estabelecer um parâmetro de análise...



Em segundo, a que eu acredito que tenha conseguido contextualizar a música para o rock, e interpreta-la de forma em que o estilo gótico da banda casasse perfeitamente com o conteúdo original da música.
(Lacuna Coil)



Em terceiro o que mais me impressionou pelo fato de a banda ter reinterpretado a música de forma completamente inusitada, alterando a sonoridade da mesma, possibilitando uma mudança na percepção do ouvinte, deixando-a mais alegre e pop.
(Nada Surf)


E apesar de muitas outras merecerem o posto, fica pra essa versão folk/acústica a terceira posição dos covers.
(Bell X1)

Alguns outros artistas me impressionaram na interpretação desse clássico do synth-pop, entre eles o grupo Scala & Kolacny Brothers, um coral feminino belga que já reinterpretou alguns clássicos da música como este por exemplo.

Enfim sempre que não tiver mais o que ouvir...

...Enjoy the Silence


#Ouvindo Scala and Kolacny Bros - With or Without You

31 de mar de 2011

Ouvi e Recomendo #3

Existem artistas desconhecidos, que valem a pena ser ouvidos...
Nesses dias, tive a oportunidade de presenciar e tocar com um destes, que além de possuir uma bela voz tem composições muito intrigantes e cativantes.

Danni Distler é compositor, cantor, produtor e instrumentista. Aprendeu violão aos 7 anos com um chileno foragido da ditadura em seu país. A partir disso desenvolveu seu próprio estilo de tocar.


Em 2000 lançou seu primeiro cd solo “Soul Brasileiro” que teve pouca divulgação. Em 2003 grava o cd “ Deixa o sol raiar” mas este não chega a ser lançado. Participou de algumas coletâneas ainda neste período.
Volta com um novo trabalho somente em 2006, lançando a música e o clipe “ Funk do Borel”, em parceria com Pedro Rocha da Jocum Rio de Janeiro. Também o Ep “Paratodos” com sua nova banda MISTERDISTLER. Em 2007 lança com a MISTERDISTLER o EP virtual “viver coisas novas” com 4 músicas para download gratuito. Ainda no mesmo ano participa do Cd “Só pra dizer” da Jocum -Vila do Louvor.

A banda acaba em 2008. Danni Distler segue carreira solo. Em 2009 lança o Cd “Café na cuia”, em parceria com Beto Tavares. Também relança “Viver coisas novas” com mais 5 músicas inéditas, agora no formato Cd.

Em 2010 lança o ousado projeto virtual “Proibido para pessoas perfeitas” para download. Danni Distler usou e abusou da criatividade e coragem nesse projeto para gravar as músicas usando apenas um programa chamado “Garage Band” da Apple. (Para fazer o download clique aqui)

Sua música é inconfundível. Sempre com letras reverentes e relevantes, procura através de seu trabalho falar desde o cotidiano até as mais profundas agruras e filosofias do ser humano.

O mais interessante deste artista em particular é que ele, apesar de cristão e atuar no meio gospel, possui músicas cristãs, não cristãs... (heim?)
Ele consegue compor de uma forma em que seu louvor fica subtendido, podendo ser confundido ou interpretado pelo ouvinte como algo "secular".

Seus temas variam do cotidiano ao sagrado, com muitas composições lembrando a MPB dos violões...

Enfim é isso
Até!

#Ouvindo Burn Halo - Save Me

20 de mar de 2011

Hey Soul Sister...

Voltando a série sobre movimentos musicais, temos a música que cresceu com as experiências do negro na América...

O Soul...

Todos, pelo menos já ouviram falar do Sr.Dinamite, O padrinho do Soul, uma das figuras musicais mais notáveis do século 20, James Brown...


Mas de onde surgiu o que o consagrou? Como o soul cresceu e se desenvolveu na história?

O soul, musicalmente falando é uma mistura entre a música gospel americana (que não tem nada haver com a música gospel brasileira...) e o R&B (rhythm & blues). Além disso, o soul possui características próprias, como a interação com um coral, "perguntas e respostas", geralmente acompanhadas de palmas em grupo dando um ritmo mais dançante, e caracterizando a música como algo a ser dançado e curtido.

Outra característica marcante são os movimentos repentinos, que casam com o improviso vocal e comportamental dos interpretes.

A origem do soul remonta o começo da década de 60, porém seu início se deu em 40 quando grupos de gospel a cappella serviram de inspiração para o soul.
O termo soul, só começou a ser utilizado para descrever o "gospel secular" no começo de 60 e como quase todo gênero musical relacionado aos negros nos EUA, onde já aconteciam protestos, pregava uma sociedade racialmente igualitária.

Se James Brown era o rei, Ray Charles foi o inventor...Foi ele que começou a mistura de estilos que culminou no soul...
Jazz, gospel, R&B... Enfim muito foi misturado até a mistura ficar boa (não que tenha sido algo proposital...) a ponto de nascer o soul.

O soul cresceu e se desenvolveu, criando subgêneros. Estes variam em região, gravadoras, raça dos componentes do grupo, etc... Vou destacar 2 que achei particularmente interessantes...

Neo Soul é um subgênero influenciado pela black-music dos anos 70 que incorpora o funk, hip-hop, jazz e ocasionalmente, house music.
The Fugees (1996), em sua regravação de Roberta Flack - Killing me Softly (1970)


O soul psicodélico foi o casamento entre o rock psicodélico e o soul, mais tarde originando o funk, e ainda mais adiante o disco... Pode-se dizer que foi o encontro de Jimmy Hendrix com toda a sua psicodélica e o soul de James Brown...
Sly and the Family Stone - I Want to Take you Higher


Enfim acredito que tenha passado apenas um pouco de tudo que o Soul foi e continua sendo. Para quem quer saber mais, clique aqui, e para uma lista de artistas relacionados ao genero clique aqui.

Até a próxima!

#Ouvindo New Politics - Dignity

14 de mar de 2011

Insônia, Poesia...

Mais uma noite de insônia
Mais uma noite sem dormir
Pensamentos soltos ao vento
Que em um momento
Podem não vir

Mais uma noite de insônia
Com as janelas abertas
E minha mente incerta
Parece não ajudar
Já que o tempo está a ruir

Mais uma noite de insônia
Com os dedos no teclado
E o corpo tão cansado
Realmente fatigado
Não se deixa repousar

Mais uma noite de insônia
De olhos fundos, tão profundos
Poço de exaustão, cheios de solidão
Fazendo uma canção
Procurando alguém para acompanhar

Mais uma noite de insônia...

#Ouvindo Kamelot - Moonlight

10 de mar de 2011

Fãs e Admiradores...

Hoje, vou sair um pouco do tópico dos movimentos e vou escrever sobre algo que tem me chamado a atenção já a um tempo...

Os fãs obcecados/cegos/incondicionais.

Todo artista gosta de ter uma legião de fãs, isso é óbvio, porém eles esperam que esses fãs não sejam alienados ao ponto de simplesmente ficar satisfeitos com qualquer música/composição deles. Eles provavelmente querem pessoas "pensantes" que possam opinar sobre os seus trabalhos. (Beleza, alguns deles só querem te alienar... mas os artistas sérios querem quem os suporte e opinem para contribuir com suas carreiras...)

Alguns deles já falaram sobre fãs, agradeceram-os, ou divagaram sobre o comportamento dos mesmos...

Como exemplos, temos: o Eminem, a banda virtual Dethklok, Korn, Ozzy Osbourne, Kings of Leon, Artic Monkeys e Metallica.

Achei um texto muito interessante e bem semelhante ao meu. (Clique aqui para o texto), e o mais legal do texto foi o fato de que minha opinião é a mesma de outros, portanto não posso estar tão equivocado (se estiver...) quanto a esse assunto tão controverso, como vi nos comentários do blog que postou o texto...

Por algum motivo as pessoas (não os artistas) estão cada vez mais fechadas para opiniões e críticas. (mais uma vez, construtivas) Não sei quantos de vocês são como eu que, ao invés de vagar no orkut, vagam no youtube e param para ler alguns comentários nas postagens de vídeos. (quando der leia alguns, mesmo que sejam em inglês...)

Têm cada coisa estranha e sem noção, que paro para pensar como algumas dessas pessoas vão viver em sociedade. (se é que vivem) Não gostar de algo (fígado, por exemplo, odeio fígado...) é algo natural, porém muita gente vê isso como anomalia... Muita gente utiliza os botões "Gostei" (Like) e "Não Gostei" (Dislike) para avaliar os vídeos/músicas/artistas e alguns fazem piadas sobre aqueles com uma opinião contrária... que são até bem engraçadas de um certo ponto de vista... mas que acabam por denegrir a imagem de quem expressa determinada opinião através do supracitado botão, além de denegrir a própria imagem...

Engraçado mesmo são aqueles que abrem a "caça á alguém" (ou a um gênero), na qual fazem um discurso para pessoas que gostam do que ele gosta, encorajando-os a sacanear com outros gêneros e artistas que não pertençam ao gênero que ele ou eles promovem...

Pois é...

Um tipo de xenofobia está à solta...
                                                                                                 ...e não sei como isso pode acabar

                         Vamos tentar abrir nossas mentes, afinal é o que podemos fazer...

8 de mar de 2011

Vi e Recomendo #3

Estranho como a inspiração funciona na mente humana, do nada, nos deparamos com algo que nos impulsiona para criar uma ideia, que se desenvolve e vira um post...

Antes de mais nada, gostaria de desejar a todas as moças, mulheres, meninas, garotas, senhoras, etc, um feliz dia da mulher... vocês são tão importantes para nós, afinal não nasceriamos sem vocês. Não que a magnitude da mulher se resuma a isso, mas a capacidade de geração sem dúvida é o que as faz ser o que são...

De volta ao assunto...
O que trago-vos hoje é um clipe da banda de indie rock de Nova Iorque Matt and Kim cujo nome é "Cameras"

Em termos líricos a música trata, aparentemente (não tenho certeza...), de jovens que decidem se aventurar, saem de casa, encontram dificuldades (que são mostradas na letra quando é dito que o cimento é uma cama) e que morrem em um acidente de carro com amigos... Aqui o ponto central é que não devemos ter cameras para registrar tudo. Devemos ter nossos olhos gravando tudo, pois não temos tempo, já que vamos todos morrer um dia...Então assistam




Ok, a letra não tem muito haver com o clipe ou até com música, já que a música é alegre e cativante...

Agora o que me fez pensar mesmo foi o clipe em si:

Tudo começa com um acidente! Quantas vezes não nos deparamos com algo semelhante em nossas vidas? Brigamos, discutimos, tudo por causa de algo insignificante, que poderia ser resolvido de uma forma muito mais simples:

Diálogando...

Mas aí, quando acreditava que não teria mais nada para ser comentado, eles fazem um "tag-team" para brigar com os outros...

Acho que este é o verdadeiro espírito de banda, grupo...(Todo mundo briga e se bate, mas só podem bater-se entre sí...) que muitas vezes é levado para as outras relações interpessoais.

Enfim, se matem...

...mas se unam novamente para continuar o trabalho de vocês pararam...

#Ouvindo Hans Zimmer - Cry

2 de mar de 2011

Cover da Semana, recomendo...#1

Obrigado!

Sim!

Obrigado a todos que tem me dado apoio e servido de incentivo para eu continuar este "trabalho" (que para mim é extremamente prazeroso...)
Continuem (ou comecem...) com seus comentários, porque, para mim, não há nada mais gratificante do que ler críticas (construtivas, como já tive a oportunidade discutir) e os elogios de vocês leitores...

Quando criei o blog, o meu pensamento era o de apresentar (e também conhecer) "novas bandas", então a colaboração de vocês é a essência do meu blog, especialmente no que diz respeito a bandas "desconhecidas". Não achem que a citação das mesmas será em vão, pois eu, no que diz respeito à música, ouço tudo que me recomendam inclusive os japoneses Bump Chicken que já foram citados por aqui descompromissadamente...

Enfim esta semana apresento-lhes este tópico, cujo objetivo também é divulgar bandas e afins... Este tem como nome "Cover da Semana", mas, não tenho certeza se em toda semana vou fazer um post com este tópico...

Ultimamente tenho relembrado algumas músicas da década de 80 e me peguei assoviando (ou assobiando...), Maniac do Michael Sembello, um grande synth-pop da época (beeeeem conhecido...)

Então abaixo a versão original da música...

http://www.youtube.com/watch?v=5x1K5UH2nek

e ainda abaixo os dois covers que pretendo divulgar (sim, dois pois ficou difícil decidir qual o melhor...)

O primeiro da banda Firewind, que é uma banda grega de power metal que teve inicio em 1998 e possuem 7 álbuns.

http://www.youtube.com/watch?v=BmhZFV3WbDM

E o segundo da banda sul-africana Van Coke Kartel.

Foi bem difícil entender exatamente de onde surgiram esses caras, mas aparentemente ela é um projeto paralelo do vocalista da banda Fokofpolisiekar (polisekar ou FPK) François Van Coke.

http://www.youtube.com/watch?v=NyVi65d2ahY&playnext=1&list=PL29EAC6643CA1951B

Bem ouçam as duas e enviem suas opiniões, assim sendo no próximo post eu vou dizer quem "ganhou" (e para isso preciso de comentários!)

Mas o bom mesmo é que
A música dita boa não morre... "modifica-se"

#Ouvindo The smiths - This Charming Man

24 de fev de 2011

Estoque de Madeira...

Tudo bem, o título foi infeliz, mesmo assim uma possível tradução literal de um dos festivais mais marcantes (historicamente/culturalmente falando) já realizados no mundo:

"Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música"

Como era anunciado na época, o Festival de Woodstock...

Tudo começou quando John P. Roberts e Joel Rosenman resolveram investir em algo diferente, colocando, em jornais famosos,  o seguinte anúncio:

"Jovens com capital ilimitado buscam oportunidades de investimento legítimas e interessantes e propostas de negócios" (Não sei se era pretensão, ou se eles eram realmente endinheirados...)

Michael Lang e Artie Kornfeld responderam ao anúncio, e os quatro começaram a idealizar o que seria um estúdio em Woodstock... Acabou virando um festival de música e arte ao ar livre...(realizado em 1969, na cidade de Bethel, a uma hora de distância de Woodstock, por causa das reclamações do habitantes de Woodstock)

O festival, que foi um empreendimento, acabou virando um evento gratuito, por conta dos 500 mil presentes que acabaram por derrubar cercas e fazer sua entrada... com isso os organizadores do evento (que não contavam com tal público) não puderam providenciar todo o saneamento nessessário, fazendo com que os espectadores passassem por mals bocados por causa de comida e higiene. 

Apesar disso, vale dizer que sua importância e destaque, em maior parte, foi devido ao comportamento do público, que viveu e exemplificou na pele o lema do festival, (... Paz e Música) onde os hippies estavam em alta como um movimento de contracultura, (diz-se contracultura movimentos cujo objetivo é a mobilização e contestação social, indo de encontro a valores adotados pela sociedade "normal") sendo o festival, portanto, de grande importância por exemplificar a era hippie.

Essa importância foi tanta que em 70, foi lançado um documentário do festival que virou relíquia da biblioteca do congresso americano por seu significado cultural.

O festival, além de todo o contexto já tratado, foi excepcional em termos musicais tendo a apresentação dos seguintes artistas :


Então, aos senhores ai de cima:

Parabéns por fazer história com boa música...

Placa comemorativa no local


18 de fev de 2011

Guarda Jovem...Jovem Guarda

Bem como disse no post anterior, vou começar, a partir desse post, uma análise/descrição de movimentos musicais que fizeram diferença na história e nas pessoas.


O de hoje é a Jovem Guarda.

A Jovem Guarda foi um movimento não apenas musical, mas também comportamental realizado na segunda metade dos anos 60 no Brasil, e tinha como característica marcante as letras descontraídas voltadas para os jovens que compunham a dita guarda.

O movimento não tinha interesse político sendo influenciado principalmente pelos Beatles e por Elvis Presley e outros "roqueiros" da década de 50 e 60, mais especificamente Celly Campelo (Tomo banho de Lua...), a precursora do Rock no Brasil.

O nome do movimento foi originado por causa do programa homônimo que foi ao ar na Rede Record em 1965 e antes disso pelo discurso de Lenin que dizia que a velha guarda estava ultrapassada e o futuro pertencia à jovem guarda. (Isso me leva a pensar o que será do nosso futuro... mas enfim...)

O movimento e a música que se originou do mesmo, são freqüentemente chamados de Iê-Iê-Iê, pois em meados de 1963, os Beatles (cuja música foi influência para o movimento) lançaram o álbum "It's been a hard day's night" lançado no Brasil como "Os Reis do Iê-Iê-Iê". (Além disso, acredito que a música "She loves you“ [Yeah, Yeah, Yeah...] dos mesmos deve ter tido algo a ver com isso...)

Os principais artistas do movimento foram:
Celly Campelo, Roberto Carlos, Erasmo Carlos,Wanderléa, Vanusa, Eduardo Araújo, Silvinha, Martinha, Arthurzinho, Ronnie Cord, Ronnie Von, Paulo Sérgio, Wanderley Cardoso, Jerry Adriani, Rosemary, Leno e Lilian, Demétrius, Os Vips, Waldirene, Diana, Sérgio Reis, Sérgio Murilo, Trio Esperança, Ed Wilson, Evaldo Braga e as bandas, Os Incríveis, Renato e Seus Blue Caps, Golden Boys e The Fevers.

Entre os principais sucessos estão "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno"; "Festa de Arromba"; "Pare o Casamento"; "Garota do Roberto"; "Biquíni de Bolinha Amarelinha"; "Meu Bem"; "Eu Daria a Minha Vida"; "O Bom"; "Roda Gigante"; "Rua Augusta"; "Namoradinha de um Amigo Meu"; "Ternura"; "O Caderninho"; "Tijolinho"; "Feche os Olhos"; "A Festa do Bolinha"; "O Bom Rapaz" e "Menina Linda".

O legado que o movimento deixou, são coleções inteiras de músicas que seus pais (e você também provavelmente, em "bailes" de família e afins) ouvem (não estou denegrindo, pelo contrário, estou encorajando-os a falar com seus pais sobre músicas que com certeza influenciaram a vida dos seus pais, e artistas Brasileiros que vocês ouvem afinal, esse era o começo do rock no Brasil...)

Além dessas coletâneas, o movimento deixou como legado artistas importantíssimos e músicas que marcaram época e fizeram história, sem contar que eles expressaram a realidade do Brasil na época, além de mostrar um tempo em que as pessoas ainda se preocupavam em se (e sua sociedade) expressar  através de sua música...

Fica aqui o meu agradecimento ao movimento, por me permitir ouvir canções tão divertidas e profundas (mesmo as que não são tão profundas assim...)


#Ouvindo Roberto Carlos - Parei... Olhei

7 de fev de 2011

Movie mentos musi kis

Já falei sobre letras e afins no Blog.. mas de alguma forma vou voltar ao assunto tentando ser superficial e não repetitivo...

Quando falamos de letras de músicas, temos que contextualizá-las... afinal foram várias as excentricidades da sociedade (ou do compositor...) que as fizeram ser compostas da forma que foram. Afinal os artistas colocam seus pensamentos (e/ou sentimentos) quando escrevem.

Uma coisa que percebi de um tempo para cá é que:

As pessoas querem estar inseridas na sociedade, querem ter seu espaço, querem fazer parte de algo grande, querem se encaixar em um grupo, tirar suas máscaras, expor suas faces e descobrir quem são...
No geral, essa motivação é boa e legítima e dá bons frutos, porém, dependendo do grupo ou movimento que se pretende seguir, pode-se ter resultados negativos de uma forma geral...
Não digo para não entrar nas "furadas", pois acredito que cada experiência que passamos nos faz crescer (ou diminuir) e molda nossa personalidade, porém tenha sempre em mente no que você está se metendo e respeite seus limites...

São determinados movimentos musicais (e/ou ideológicos) que moldam as letras dos artistas e são interpretados como mensagens, no geral, ideológicas, e por esse fato, pretendo falar de alguns (não todos porque são muitos movimentos...) nos posts posteriores.

Até a próxima!
Avant!


#Ouvindo Real Life - Send me an Angel

27 de jan de 2011

Aqui e lá...

Já havia escrito alguns outros posts, porem resolvi adiá-los para poder escrever o que vem a seguir...

Alguns que lêem o blog me conhecem, outros não, e por isso vou escrever um pouco do que está acontecendo na minha vida...(mesmo que pra você não seja interessante, afinal este é um blog sobre música, leia ate o final, a mensagem pode ser para você...)

Concluí agora minha graduação, não obstante passei quatro anos na cidade das mangueiras, cidade esta que não "era a minha"...

Tantas pessoas passaram na minha vida nesses últimos anos, tantos que me ajudaram em coisas pequenas e grandes, viagens, besteiras, aventuras, acidentes, tristezas, perdas, despedidas, enfim tudo que faz a vida valer a pena...

Um novo ciclo de vida começa para mim e sou grato a todos que participaram no meu crescimento, seja moral, profissional ou qualquer outra área...

Como escreveu Bob Dylan:

"Então é melhor começar a nadar
Ou irá se afundar como uma pedra
Pois os tempos estão mudando"

Vou começar a nadar por mares desconhecidos e vejo no que passou grandes conquistas... mudar nem sempre é fácil, mas com certeza pode fazer bem... 

O mais bacana disso tudo é que descobri que o lugar que "não era meu", é exatamente o único lugar que o é...

E ví que sou muito mais daqui do que de lá...

So farewell my friends!

Próximo desembarque SP


8 de jan de 2011

Ouvi e recomendo #1

Primeiro post do ano! E apesar do clima de novo ano, mudanças e etc... gostaria de de apresentar-vos uma banda que está a mais de 40 anos (sim 40 anos!) no mundo da música... fazendo e repetindo sua boa fórmula musical.


São eles "That Little Ol' Band from Texas" os ZZ Top

ZZ Top é uma banda de blues rock norte-americano, também referida como "That Little Ol' Band from Texas" formada em 1969 em Houston, Texas. Os membros da banda são: Billy Gibbons (vocal e guitarra), Dusty Hill (vocal e baixo) e Frank Beard (bateria).

Por mais incrível que pareça (já que eles tem músicas lendárias como "Sharp Dressed Man", "La Grange" e "Gimme All Your Lovin" além dos 40 anos de estrada...) só entraram no Rock and Roll Hall of Fame em 2004.


Aqui vai um vídeo desses vôvôs bons de rock....





Com um som de guitarra distinto e as letras satíricas (muitas delas a respeito de lugares e eventos de sua terra natal, o Texas) a banda provavelmente se destaca pelo seu visual diferente. Gibbons e Hill sempre são fotografados com óculos escuros, utilizando barbas enormes, o que torna esta combinação sua marca registrada. Frank Beard (Beard significa barba, em inglês), ironicamente não tem barba.

Agora o que mais me chamou atenção na banda foi o fato de que o ZZ Top é a única banda com mais de 40 anos a ter todos os membros da banda original tocando juntos.

Imagine-se tocando ou até mesmo se socializando com as mesmas pessoas durante 40 anos! isso é no mínimo admirável, pois eles em primeiro lugar tem uma grande amizade (ou um excelente profissionalismo...) e em segundo eles gostam do que fazem! do som que tiram, brincadeiras nos ensaios...

Quantas bandas não existem em que os membros, quando se separam, nem se olham mais? por que motivo isso acontece? Dinheiro?

Então, duas as coisas que quero ressaltar aqui...

1.O valor da amizade...que são os que te apoiam.
2.O poder da música... que nos motiva e estabelece esses laços.

Procure o primeiro para que o segundo possa acontecer...