30 de mai de 2011

...Aviso...

Em parceria com o mantenedor do Blog Tecnologia de Coisa Nenhuma, já está em atividade o Downloads de Coisa Nenhuma.

Blog este que possibilita a "baixação" de qualquer um dos itens disponíveis que lá estejam...

São séries, Hq's, Mangás, Animes e eu, vosso humilde servo, estou a cuidar de tudo que diz respeito à música. Portanto, através deste aviso, convido-os e alerto-os que a partir de hoje estarei disponibilizando  através do supracitado DCN, os albúns das bandas que eu venha tratar aqui no blog...( para conferir, clique aqui)

Desde já grato pela atenção...

                                             ...Até a breve,muito breve...
                                                                                                ...Lucas G. Mitraud


#Ouvindo Axell Rudi Pell - Talk of the Guns

23 de mai de 2011

Avant!

Voltando a série sobre movimentos musicais, falarei sobre a vanguarda (não confundir com jovem guarda...)
Os movimentos de vanguarda são aqueles que, "guiam a cultura de seus tempos", estando de certa forma à frente deles. Muitos destes movimentos possuíam/possuem militantes, lança(va)m manifestos e acredita(va)m que a verdade encontra(va)-se com eles.

Vanguarda (deriva do francês avant-garde) em sentido literal faz referência ao batalhão militar que precede as tropas em ataque durante uma batalha. Daí deduz-se que vanguarda é aquilo que "está à frente". Desta forma, todo aquele que está à frente de algo e, portanto aquele que está à frente do seu tempo em uma atitude poderia se intitular como pertencente a uma vanguarda.

Pode-se dizer também que o movimento de vanguarda é àquele que pressiona os limites do status-quo, tentando de alguma forma romper ou expandir as barreiras do socialmente aceito.

Em termos musicais, a música de vanguarda é dita como aquela que agrupa as tendências da música erudita surgidas após a Segunda Guerra Mundial... Mas voltando para os nossos dias, pode se referir a qualquer obra que utilize técnicas de expressão inovadoras e radicalmente diferentes do que é tradicionalmente é feito, assumindo, logo, um caráter quase exclusivamente experimental.

O movimento, que inspira mudança, possui diversas vertentes e formas de composição, por isso tratarei de três apenas (para maiores informações:
clique aqui)

A mais conhecida e disseminada vertente do avant-garde é a música eletrônica, que é toda música criada ou modificada através do uso de equipamentos e instrumentos eletrônicos, tais como sintetizadores, gravadores digitais, computadores ou softwares de composição.

Kraftwerk - Trans-Europe Express (Os vôvôs da musica eletrônica...)

A música microtonal é chamada assim por conter em sua estrutura os chamados microtons, intervalos entre notas menores do que um meiotom (Um semitom é o menor intervalo mais utilizado no mundo ocidental, dividindo-o temos o meiotom e subdividindo o meiotom chegamos ao microtom). O microton é muito utilizado nas músicas orientais, e foi primeiramente encontrado em tabuletas de argila na Mesopotâmia.

Tolgahan Cogulu, um musicista árabe, mostrando sua invenção, o violão microtonal ajustável e explicando e utilizando os microtons. Nesta parte, que é a primeira de uma série, há uma explicação (em inglês, ou algo parecido...) sobre o que é o microtom. Os exemplos de músicas que utilizam essa técnica, são encontrados aos 3'55'', 5'50'', 7'34'', 9'58'' do mesmo vídeo.

Por último, temos a música minimalista, que acredito eu, tenha sido a base para o punk rock...

Este tipo de denominação musical, tem como característica a repetição de pequenos trechos, com pequenas variações através de grandes períodos de tempo e/ou estaticidade na forma de tons executados durante um longo tempo além de possuir ritmos quase hipnóticos.


Composição minimalista para piano
 
Acho que deu pra ver que escolhi as duas últimas por causa dos nomes bacanas e também pelo fato de que muita gente (incluo me nessa lista...) nunca ouviram falar nessas vertentes da música.

Para finalizar resalto que as variações de frenquências em um período são belas...
Não é a toa que isso é denominado 1º arte...

#Ouvindo Counting Crows - Goodnight Elisabeth

4 de mai de 2011

Herança...

Fugindo um pouco de tudo, quero falar de algo que me chama atenção já há um tempo (Muito tempo mesmo porque há muuuuuito tempo que não escrevo...)
A falta de Respeito
Hoje em dia é de praxe que nós temos que respeitar as pessoas e suas opiniões, mas muitas vezes não percebemos que algumas das nossas atitudes, já tão enraizadas em nós, são tão preconceituosas como o preconceito explícito.
Apesar disso, mudando um pouco o contexto, contextualizo como foco ao respeito paterno/materno.
A geração "YZ" que está vindo tem uma grande tendência a ser impaciente por causa do contexto social em que estão inseridos, muitas vezes alegando que o que é mais velho deve ser descartado, dando seu lugar ao novo, não aproveitando com isso a oportunidade de conhecer o antigo, velho ou como gosto de chamar clássico...

Um bom exemplo disso é desmerecer o que seus pais ouviam, ou o que seus irmãos mais velhos curtiam no tempo deles... Os jovens (de qualquer época...) sempre "avant-garde", criavam tendências e as viviam, independente da geração mais velha gostar ou não.
Ainda é assim nos dias de hoje...

É bem comum vermos pessoas coloridas, cabelos estranhos, roupas completamente pretas, piercings nos mais variados lugares (variados mesmo...) e alargadores monstruosos. A juventude sempre foi algo que chamava a atenção de todos, mas isso não é motivo para esquecer o que passou, e ouvir o que a "velha guarda" têm a dizer.

Um desses dias pude assistir com meu pai, (ele que me chamou pra ver...) um documentario sobre o Led Zeppelin e o guitarrista Jimmy Page, sobre a versatilidade, cultura e conceitos que ele cunhava por traz de suas composições. Na música épica do Led Zeppelin, Kashmir, foram gastos três anos em composição, pois os membros da banda estudaram os conceitos das músicas marroquina, indiana e do Oriente Médio, utilizando cítaras e outros instrumentos exóticos.

Led Zeppelin - Kashmir (Live)


Tive, neste mesmo dia a oportunidade de ver como a velha escola fazia suas músicas, mergulhei em uma viagem, nos momentos de saráu onde, Vinícius de Morais compunha e brincava ao redor de uma mesa, com gente que gostava daquilo, os verdadeiros bôemios que se reuniam apenas para apreciar boa música.

Enquanto hoje as pessoas montam bandas, sem saber para onde vão e principalmente sem saber de onde vêm...
Sendo músico sei que o simples fato de tocar é bom, e acabamos passando por cima de conceitos básicos de composição por causa disso. (acabando por criar algo não muito bom, que podia alcançar uma melhor qualidade.)

Enfim, digo-vos o que acho que deve ser dito...
Até a póxima...

#Ouvindo Poets of the Fall - Sorry Go 'Round